Recurso Financeiro

BNDES | Linhas de financiamento

O que houve?

A Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia, anunciou hoje suas primeiras linhas de financiamento à frente do Banco. A primeira iniciativa é um reforço do Progeren (linha de financiamento para capital de giro), com aumento do orçamento disponível e redução das taxas de juros praticadas. Já a segunda linha, novidade no mercado, financiará empresas que queiram comprar ativos de empresas em recuperação judicial.

Nova gestão do BNDES

Em seu anúncio, a presidente do Banco deixou claro que nenhuma das linhas contarão com recursos do Tesouro Nacional. Maria Silvia também afirmou que o objetivo do banco é atuar nas falhas de mercado, em complemento ao financiamento privado, e não competindo com as demais formas de financiamento.

As linhas de financiamento

Capital de giro

O Programa BNDES de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda (BNDES Progeren) é destinado ao aumento da produção por meio do apoio financeiro para capital de giro. O programa tem vigência até 31/12/2017.

O orçamento do Progeren era de R$ 7,7 bilhões, dos quais R$ 6 bilhões já foram concedidos, e foi ampliado para R$ 10 bilhões. Logo, o programa ainda conta com R$ 4 bilhões de orçamento para novos financiamentos.

Também foram reduzidos os custos financeiros, conforme indica a tabela abaixo:

Porte da empresa

Antes

Agora

Micro, pequena e média empresa (faturamento até R$ 90 milhões)

10,20% a.a.

9,5% a.a.

Média-grande

(faturamento de R$ 90 a R$ 300 milhões)

14,61%

13,06%

Grandes

(faturamento acima de R$ 300 milhões)

17,11%

16,61%

O financiamento via BNDES Progeren é feito de forma indireta, ou seja, via agentes financeiros credenciados pelo BNDES. Logo, deve se somar ao custo financeiro o spread do agente intermediário.

Mais informações sobre esta linha estão disponíveis na página do BNDES Progeren.

Compra de ativos

O BNDES também anunciou um novo produto, o Programa de Incentivo à Revitalização de Ativos Produtivos, que tem por objetivo apoiar a transferência de ativos economicamente viáveis, detidos por empresas em recuperação judicial. Este programa terá orçamento de R$ 5 bilhões e vigência até 2017.

A alienação de ativos deverá ser feita para empresas que desejem adquirir esses ativos para empreender em atividade econômica. Entre os itens financiáveis estão unidades industriais, estabelecimentos comerciais, participação societária representativa do controle ou integrante de bloco de controle, bens imóveis, máquinas e equipamentos usados, e direitos de propriedade intelectual.

Desde que vinculados aos objetivos do programa, poderão ser financiados estudos, projetos, consultorias e auditorias (em especial para elaboração de plano de negócios, reestruturação e implantação de práticas de governança corporativa), e capital de giro associado à aquisição e operação inicial do ativo.

As condições financeiras são:

Taxa de juros: referenciais de custo de mercado e/ou custo financeiro equivalente ao eventual crédito já preexistente do BNDES, junto à empresa vendedora do ativo, limitado, nesta segunda hipótese, ao valor do referido crédito.

Participação máxima do BNDES: até 100% dos itens financiáveis. 

Spread básico: 1,5% ao ano.

Spread de risco: de acordo com o risco do adquirente.

Prazo total: os prazos de carência e amortização deverão ser compatíveis com o fluxo de caixa projetado, limitado o prazo total a 10 anos.

 

Fonte: PATRI
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